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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Das confusões da maternidade

 

raiva_bb

Acho que já comentei aqui em algum outro post que com certeza não vou me lembrar agora que eu totalmente não tinha experiência nenhuma com criança pequena, em especial bebês e isso também foi um fator determinante na minha demora em resolver ter filhos, demorei cinco anos de casamento para ter vontade de verdade, porque uma vontadinha lá no fundo eu tinha, só não tinha aquela vontade latente, aquele desejo absurdo, sempre tinha uma desculpa para adiar.

Na verdade não me arrependo de ter esperado esse tempo e acho legal um casal se curtir bastante primeiro antes de ter o primeiro filho, porque depois demora muito tempo para retomar a privacidade e o tempo a dois. Demora mesmo e a intimidade nunca mais será a mesma, sempre terá aquele medinho da criança acordar, chorar e atrapalhar todo o clima, mas enfim, a vida muda mesmo isso é fato!

Eu não convivi com crianças pequenas, minha intimidade com elas era zero. Nunca tinha trocado fralda de bebê na minha vida antes da Sarah, nunca tinha cuidado de bebê nenhum, nem um pouquinho. Morria de medo de segurar bebês alheios, não tinha o menor jeito e na maioria das vezes as crianças choravam no meu colo porque eu era totalmente desajeitada com elas.

Conversar com uma criança então? Impossível, não tinha assunto, não sabia cativar mesmo.

Quando decidi engravidar li horrores sobre todos os assuntos e me achava a expert em bebês, sem nunca ter tido um, apenas pelos milhares de sites que eu tinha lido durante a gravidez. Mas se tem uma coisa que maternidade nos ensina é que, ninguém sabe de nada antes de ter um filho, que todas as nossas opiniões pré filhos mudam totalmente e que aquela sua opinião sobre o comportamento de alguma criança que você criticou veementemente vai se repetir com você, pra você aprender a nunca mais cuspir pra cima e não adianta achar que com você vai ser diferente porque não vai!

Quando a Sarah nasceu a falta de experiência gritou ainda na maternidade no período que ela ficou na UTI.

Eu só pude pegá-la no colo pela primeira vez no terceiro dia de nascida dela, no primeiro dia ela nasceu as 07:41 eu fui para o quarto mais de 13 horas, só levantei mais de 17 para tomar banho e depois de quase implorar de joelhos, mais ou menos duas da madrugada a enfermeira me levou de cadeira de rodas, para vê-la, nunca vou esquecer daquela enfermeira, porque ela só me levou lá porque disse que estava tocada pela minha história e que estava vendo que eu estava sofrendo por não ter minha bebê comigo, que ela também era mãe e sabia o quanto aquilo significava pra mim, coisas que a gente só entende depois de se tornar mãe mesmo, essa sensibilidade especial que a gente adquire depois dos filhos. Chorei muito vendo minha pequena naquela situação, ela estava bem, mas dói muito mesmo, ver um pedacinho de gente que está no mundo há apenas algumas horas sofrendo tanto, sofrendo coisas que muito adulto nunca sofreu, dói demais, é uma ferida que nunca cicatriza.

No segundo dia ela teve que ficar com uma sonda no estômago e novamente não pude pegá-la no colo, apenas a vi através da incubadora, meu bebezinho lindo e tão esperado. Fiquei preocupada, claro, mas não chorei, já estava mais tranqüila e habituada a tudo aquilo.

No terceiro dia a enfermeira colocou ela no meu colo, foi mágico, a primeira vez que segurei meu tesourinho, minha fofinha, tão quentinha, gordinha... E a enfermeira perguntou se eu tinha leite, eu disse que sim e ela me mandou amamentar, lembro perfeitamente de perguntar a ela como fazer, já que eu nunca tinha amamentado, foi então que a fono veio me ajudar, me ensinou a segurar, me ensinou a mantê-la acordada e me ensinou a pega correta, mas dona Sarah era extremamente preguiçosa e eu extremamente desajeitada, ela chegou a pegar corretamente algumas vezes mas dormia logo e eu perdia a paciência, depois de muito sofrimento, a enfermeira dava o Nam porque ela chorava demais e esse nervosismo das duas atrapalhava e nada dava certo. Porém a fono me garantiu que em casa a gente ia se acertar. Hoje eu entendo, analisando friamente que a minha falta de experiência aliada ao nervosismo foram os grandes responsáveis pelo fracasso da amamentação no caso da Sarah, mas enfim águas passadas não movem moinhos.

Quando chegamos em casa, nos primeiros dias eu simplesmente perdi totalmente o controle da situação. A começar pelo sono. Eu sempre dormi demais e foi extremamente complicado não dormir nada a noite por vários dias. Parecia que eu ia enlouquecer, fiquei impaciente e várias vezes perdi a paciência com a Sarah e tive que pedir ajuda para minha mãe, durante o dia eu não conseguia dormir porque tinha aquela ânsia de fazer tudo enquanto ela dormia e também porque a Sarah nunca foi muito fã de dormir de dia, inclusive não é fã até hoje, tem dias que dorme, tem dias que não.

No começo ela dormia definitivo por volta das 0:00 horas e ia direto até 4:00 da madrugada, quando eu acordava, tirava o leite, dava pra ela na mamadeira, esperava arrotar e depois de uma hora mais ou menos dela se contorcendo de cólicas lá pras 6:00 da manhã ela dormia de novo e acordava por volta das 8. Eu sei que sempre fui privilegiada com o sono da Sarah, ela sempre dormiu bem e por volta dos 4 meses passou a dormir a noite toda, das 0:00 até 6 ou 7 horas. Sim, eu fiquei algumas noites acordada direto na época mais cruel das cólicas, mas depois que elas foram embora poucas foram as noites que passei em claro.

A amamentação é um capítulo totalmente a parte na minha experiência com a maternidade e eu já falei muito sobre ela aqui, hoje superei a culpa, mas ela já foi muito grande, já chorei muito por isso, hoje entendo que eu não fui capaz e não posso ficar a vida toda me culpando por isso, bola pra frente que ainda tem muito problema pra se preocupar.

Desde o começo o comportamento da Sarah foi um problema. Sim, um problema, porque ela sempre monopolizou a atenção de todos lá de casa. Pra comer, escovar dente, tomar banho e outras coisas, só quando minha mãe podia ficar um pouco com ela, porque no carrinho ela fazia escândalo e nem sempre dormia durante o dia e era muito chorona. Eu não conseguia fazer nada em casa, nem lavar louça, faxina, nada, porque ela simplesmente não dormia e não dava um minuto de paz.

Outra coisa que deu pano pra manga lá em casa foi o refluxo da Sarah. Gente como a gente sofreu. Ela vomitava o tempo todo tudo que tomava ou comia. Sujava 300 fraldas de pano por dia e vivia com as roupas cheirando azedo porque ninguém dava conta de trocá-la o tempo todo. Mesmo com remédio e leite AR ela golfava o tempo todo, foram meses tensos, dava desespero. Ela vomitava a roupa antes de sair de casa, vomitava nas pessoas, vomitava na gente, no carro, enfim, sofremos.

Hoje ela está 99% curada, de vez em quando dá uma batizada em alguém, mas é raríssimo. Graças a Deus!

Depois veio o problema da epilepsia que de longe foi o mais difícil de superar e ainda não está 100% superado, mas está a caminho, estamos vendo as melhoras dela que nos deixam esperançosos da sua cura total.

Enfim, a maternidade foi e é a melhor experiência da minha vida, mas nem de longe foi o mar de rosas que eu idealizei, eu colori demais meu sonho e em alguns momentos me decepcionei com a realidade, mas as alegrias de longe compensam e compensaram tudo que passei de ruim desde o dia que me tornei mãe. Nunca vivi nada melhor.

O que estou querendo dizer com esse relato imenso e meio atrapalhado é que ser mãe é muito bom, mas também tem seus momentos de desespero, principalmente na primeira viagem, onde tudo é novo, tudo é desconhecido, mas vale muito a pena aprender e tudo que vivi me fazem ter muita vontade de viver tudo de novo, mas bem mais lá pra frente né? Afinal, depois desse vendaval todo, ainda preciso colocar muitas coisas no lugar.

E vocês como lidaram com todas as novidades da maternidade?

Bjus e até a próxima!

2 comentários:

Amanda Luna disse...

Oi Renata, tudo bem? conheci seu blog ontem e não consegui parar de ler e me emocionar com os seus posts tanto aqui como no blog testado pela mamãe! você escreve maravilhosamente bem, parabéns de coração viu?
Eu também tenho um blog e lá tem uma coluna " participe do blog" onde as leitoras me mandam seus textos para publicar, é uma coluna que começou essa semana na verdade,rss.
Eu li um post seu maravilhoso, contando sua experiencia com a sua princesinha, o link do post que li é: http://testadopelamamae.com/2011/10/comigo-foi-assim/

E, gostaria de pedir autorização sua para publicá-lo no meu blog. Eu sou enfermeira e entre minhas leitoras tem algumas mães especiais, as vezes eu recebo emails de mães assustadas e se sentindo completamente sozinhas nessa descoberta de ter uma criança especial, que vc bem sabe que não é facil.
Então, achei legal compartilhar a experiencia de alguém que tenha passado por isso, pois, por mais que eu escreva não vou poder traduzir como é esse sentimento, simplesmente porque ainda nem filhos eu tenho.
Bom, se você me autorizar divulgar esse ou qualquer outro post seu,ou quiser escrever alguma outra coisa para essa coluna do blog, eu vou ficar muito feliz, mas se sinta a vontade em não autorizar se não quiser tá?

Mais, uma vez parabéns pelos seus textos, virei sua fã e passarei sempre por aqui!

beijão
Amanda
blog: www.sermulhereomaximo.com.br
loja: www.sermulhereomaximo.com

Lydia Silveira disse...

adorei, bom fim de semana bjim

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