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sábado, 17 de dezembro de 2011

As novidades, as dificuldades e as evoluções

Oi queridas e queridos do meu coração tudo bem?

Por aqui estamos bem, Sarinha melhor da infecção, eu recuperada do susto da demissão e à todo vapor trabalhando no projeto do meu site e nos meus ensaios lindos, vários marcados para Dezembro e Janeiro, amoooo!!!

Bom, mas nesse post quero falar sobre a Sarah, sobre seus novos aprendizados e suas dificuldades nesses últimos tempos.

As evoluções são nítidas, ela está muito mais esperta e ligada em tudo à volta dela, demonstra vontade própria e aprendeu a pedir com as mãos os objetos, agora quando ela quer algo estica os bracinhos e fala um monte de sílabazinhas que ninguém entende rsrsrs. Está movimentando muito mais o corpo, se debruça para frente e consegue voltar e ficar sentada sozinha, principalmente quando está no carrinho com o encosto levemente inclinado, aprendeu algumas sílabas novas e barulhinhos fofos com a boca, está comendo comida com mais pedacinhos sem engasgar, só não gosta de tomar água na mamadeira aí pra ela não ficar sem tomar água, damos na seringa, vê se pode? Mas tudo pela saúde dela que não pode ficar sem tomar água por causa do medicamento que toma para as crises que pode causar cálculo renal.

Do ponto de vista psíquico ela tem evoluído demais, está muito claro que ela hoje é muito mais consciente das pessoas, das situações, reconhece os familiares, quem está sempre perto, sabe quando está em um lugar desconhecido, fica pensativa e observa tudo e depois de um tempo se enturma, passa a sorrir e curtir a novidade, está muito mais ligada. Porém a parte motora está preocupante. Está demonstrando muitas dificuldades em alguns movimentos que ela teria que dominar nessa idade. Óbvio que sabemos das limitações dela, que ela não vai andar no mesmo tempo das outras crianças, que temos que ter paciência, mas também precisamos fazer a nossa parte e dar a ela as ferramentas necessárias para que ela evolua, procurar outras alternativas de tratamentos e terapias e é isso que vou fazer, estou disposta a procurar outros lugares que também possam oferecer a ela oportunidades de terapias que ajudem principalmente nessa parte do caminhar e ficar em pé que é a sua maior dificuldade. Vamos procurar um ortopedista para avaliar se há alguma limitação de ordem física para partirmos para outras linhas de investigação, há de haver uma causa para tanto atraso.

Digo isso porque quando tentamos colocá-la de pé ela chora, encolhe as pernas, não gosta quando pegamos no seu pé, não gosta de coisas de texturas muito diferentes na sola dos pés, fica sentada o tempo todo com os joelhos flexionados e eu estou ficando com medo dela desenvolver algum tipo de atrofia. A panturrilha dela está afinando e a gente sente muito pouco os músculos da coxa, devido ao fato do pouco exercício nos membros inferiores. Acho que as sessões de reabilitação que ela vem fazendo não estão sendo suficientes e por isso estou decidida a procurar uma outra instituição que possa nos dar um apoio a mais.

Eu acredito na minha filha, na sua capacidade de evolução, entendo suas limitações e o valor de cada conquista e a dificuldade de cada coisinha nova que ela aprende, mas eu sinto que preciso fazer mais, procurar mais.

Enfim, ela tem evoluído demais por um lado e um pouco menos por outro, agradeço a Deus por tudo que vivemos até aqui e quero muito dar todo apoio necessário para que ela evolua no seu máximo.

Um beijo em todos, torçam por nós, quero muito estar aqui em breve para dar lindas notícias de vitória.

Deixo com vocês umas fotinhos da minha flor em um aniversário que fomos recentemente.

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Não tô entendendo esse lugar cheio de bolinhas que minha mãe me colocou!

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Mãe?!!! Tô com medo…

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Ah, eu tô começando a gostar daqui!

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Pode comer???

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Mãe, quero um desses de Natal!

Até breve!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Conversando com calma: sobre a minha demissão, a infecção intestinal da Sarah e meus novos projetos para minha vida.

Oi gente tudo bem?

No post da promoçao dos ensaios fotográficos eu comentei que fui demitida do meu emprego, pois é, na quinta-feira dia 08/12 fomos todos pegos de surpresa com uma demissão em massa que mandou pra rua 20% do contingente da Marisa e eu estava no meio.

Sinceramente falando? Eu esperava minha demissão muito antes do que ela aconteceu. Não por falta de empenho no meu trabalho, mas por causa das diversas faltas para levar a Sarah ao hospital das clínicas no início do meu contrato de trabalho. Eu fui ficando, fazendo meu trabalho da melhor forma, mas agora foi inevitável e eu agradeço à Marisa pela oportunidade de trabalhar lá esses oito meses que me ajudaram muito.

Óbviamente foi um choque, eu não estava esperando e nem pensava em pedir demissão tão cedo, mas já que as coisas não acontecem como a gente quer temos que juntar os cacos e recomeçar, aliás recomeçar foi a minha palavra de ordem esse ano, porque nesse ano aconteceu de tudo!!!

Já falei aqui várias vezes que estava trabalhado com fotografia paralelamente ao meu trabalho formal. E já estava chegando num patamar que estava quase impossível conciliar, isso porque eu não estava aceitando muitos trabalhos de fotografia por falta de tempo mesmo. Eu estava me programando para sair do emprego e me dedicar somente à fotografia, não agora, mas em breve. Mas já que a vida se encarregou de me dar aquele empurrão, eu decidi, à partir de agora vou me dedicar somente à fotografia.

Estava muito difícil terminar meu site e agora estou trabalhando duro na finalização dele, quero lançá-lo até o final desse mês de Dezembro. Já consegui alguns eventos e ensaios para fotografar, então em breve vocês me verão divulgar muitas fotinhos legais.

Lancei a promoção aqui no blog para conseguir algumas fotos mais para o meu portfolio, ainda estou aceitando inscrições, se você não conseguiu participar ainda dá tempo!

Estou trabalhando nas minhas páginas nas redes sociais e em breve estarei divulgando tudo aqui para vocês acompanharem e me ajudarem nas divulgações.

Bom, mas agora mudando de assunto e voltando ao foco principal desse blog: A Sarah!

Sábado precisei levá-la ao PS pois estava com uma diarréia terrível fazia uns três dias. Achei ela meio prostrada e levei logo antes que virasse algo mais grave. Depois de alguns exames o pediatra do plantão diagnosticou infecção intestinal, receitou um remédio para ajudar a prender o instestino, soro com sabor para hidratar e mudou algumas coisas na alimentação, agora ela já está melhor!

Sexta-feira dia 09/12 foi o encerramento da reabilitação nesse ano, tenho fotos bonitinhas pra postar aqui mas ainda não consegui descarregar da máquina, no próximo post prometo que coloco tudo aqui.

Enfim, 2011 não para de surpreender e como o ano ainda não acabou vamos esperar as cenas dos próximos capítulos!

Torçam por nós? Para que esse novo projeto dê certo? Eu amo fotografia, quero muito que dê certo e estou me empenhando demais para isso.

Um beijo em todos que passam por aqui todos os dias e muito obrigada pelos comentários carinhosos de sempre que me dão uma mega injeção de ânimo quando estou tristinha.

Até breve com novidades!!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Promoção ensaio fotográfico grátis!

Oi gentem tudo bem com vocês?
Hoje eu estou aqui usando o cantinho da Sarah para falar do meu projeto fotográfico.
Em outro post eu volto aqui para contar com calma a história da demissão do meu emprego, sim, é isso mesmo eu fui demitida na quinta-feira dia 08/12.
Devido a isso, à partir de agora estou investindo de vez na fotografia!
Á partir de agora minha profissão é: FOTÓGRAFA E SÓ!
Vou colocar em prática tudo que foi aprendido nos cursos e palestras que participei nos últimos tempos. Inclusive tudo que aprendi no Workshop da Special Kids (fotografando crianças com necessidades especiais).
Estou muito feliz com essa decisão, pois eu já estava ficando pirada tentando conciliar as duas coisas e olha que eu nem estava fechando tantos trabalhos fotográficos assim e já estava ficando piradinha da silva!!!
O meu primeiro passo é terminar o desenvolvimento do meu site com meu portfolio e um blog legal para compartilhar as novidades que surgirem.
Então eu estou precisando de um portfolio maior, para poder expor meu trabalho com a fotografia, já tenho bastante material, mas nem todo mundo autorizou a publicação das fotos então eu preciso de mais fotos de pessoas que concordem com a publicação, portanto estou lançando aqui no blog hoje uma promoção.
Como vai funcionar?
- Estou em busca de gestantes, recém-nascidos e criança (até uns 10 anos mais ou menos, a pedidos rs) para ensaios fotográficos.
- São totalmente gratuitos, a única condição é que me autorizem a utilizar as fotos como portfolio do meu site.
- A pessoa que tiver interesse deve enviar um email para: renata_active@hotmail.com, dizer o tipo de fotografia que pretende se é de gestante, RN ou criança.
- O concurso é valido somente para moradores de SP.
- Premiarei os 5 primeiros que me enviarem email, este pedido também está no meu Facebook (http://www.facebook.com/profile.php?id=100002160613851), portanto corra para garantir o seu ensaio.
- Os premiados levarão as fotos da sessão em alta resolução gravadas em DVD e um fotolivro A5 com 30 fotos da sessão fotográfica.
- E tem um plus: Quem indicar uma criança com necessidades especiais, automáticamente ganha um ensaio também, independente se o número de premiados já tiver sido atingido.
Estou criando a página da minha marca fotográfica no Facebook, Orkut e Twitter em breve estarei disponibilizando tudo aqui.
A homepage (www.renatacoelho.com.br) será lançada até o final do mês de Dezembro e no dia do lançamento também terá sorteio!!!
Sigam-me no Facebook tudo estará sendo publicado lá!
Um beijo e até breve com a divulgação dos ganhadores.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tem paciência comigo mamãe, eu vou aprender...

Há dias eu estava meio triste e pensativa a respeito da dificuldade da minha filha em aprender a levantar sozinha, em dar sinais de que um dia aprenderá a andar e junto com as minhas dúvidas vieram a constatação da fisioterapeuta que ela realmente tem alguma dificuldade além do atraso foram um balde de água gelada na minha cabeça, eu pensava que a fase dos diagnósticos ruins havia passado. 
Aí milhares de caraminholas voltaram a morar na minha cabeça e eu comecei a pensar um monte de besteiras, que ela nunca aprenderia a andar, que talvez fosse atrasada para o resto da vida, que nunca seria uma pessoa independente e um monte de outras abobrinhas.
Foi então que a vida que não se cansa de me mostrar que eu não sei de nada e devo esperar me deu outra lição ontem...
Coloquei a pequena para trocar a fralda deitada na minha cama e ela TENTOU SE LEVANTAR SOZINHA!!! E qase conseguiu sentar sem ajuda nenhuma!!! E repetiu o feito mais duas vezes! Aí cansou da brincadeira e não quis mais rsrsrs.
Gente, vocês tem noção do tamanho dessa vitória? De quanto tempo nós lá de casa esperamos por esse momento? Do tamanho da minha emoção?
Ela ainda não aprendeu a fazer sozinha, mas só pelo fato de estar tentando já mostra que ela vai conseguir, porque a nossa guerreirinha já contrariou muitas opiniões céticas e pessimistas. Confesso que quase chorei, meu coração disparou e eu me emociono até agora só de lembrar. O que eu vi ontem foi um recado, uma mensagem, dita sem nenhuma palavra, mas que disse muita coisa, foi como se ela olhasse pra mim e dissesse: "Mamãe, eu sou um pouquinho mais devagar que as outras crianças, tenho algumas dificuldades, ainda me comporto como um bebezinho, mas não desiste de mim? Tenha paciência mamãe porque eu vou conseguir, só preciso que você acredite em mim!"
Um belo safanão pra aprender que a paciência é a alma do negócio!!!

Estou muito feliz e com as esperanças renovadas!!!
Um bom dia a todos e até breve, não podia deixar de vir aqui compartilhar com todos vocês essa alegria!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sobre a viagem para Paraty

Oi gentem!!!
Primeiramente obrigada à todas pelos comentários, serviram para me mostrar que não era uma neura tão excessiva assim e que por um lado eu estava exagerando na dose e por outro estava apenas sendo mãe e o que mais mãe tem é neura.
A viagem foi maravilhosa, apesar da falta indescritível que eu senti dela e eu acertei em cheio em não levá-la. Agora eu sei que em viagem tipo excursão, bebê pequeno não cabe e vou dizer porque:
- Na ida saímos de SP por volta de 23:30, em teoria, ótimo horário para ela dormir conosco no caminho, porém tinha uma galera do barulho no ônibus, bebendo e fazendo a maior algazarra, ela não teria conseguido dormir, já que eles falaram alto praticamente a noite toda.
- Os horários dos passeios em geral não bateram com os horários dela. Saímos da pousada para ir passear de escuna, quase no horário que ela costuma tirar a soneca da manhã. Á noite no sábado saímos para um restaurante com música ao vivo e voltamos super tarde pra casa, bem na hora que ela dorme definitivo. Os horários de refeição foram os piores possíveis para uma criança.
- O passeio de escuna é super difícil pra criança pequena, o barco balança muito, a escada é super pequena e instável e pra subir de volta com certeza seria impraticável. O passeio dura o dia todo e ela teria dificuldades de dormir à tarde e eu nem sei como faria com a alimentação dela porque no barco não tem muita estrutura, é tudo muito improvisado.
- No domingo fomos para uma praia em Trindade de ônibus também, porém é bem no horário da soneca matinal, banho e almoço, essa bagunça nos horários dela com certeza a faria ficar bem irritada.
- A volta foi tranquila, sem barulho, porém em um horário que ela normalmente dorme e eu não sei se ela ficaria bem nessa viagem de volta.
Enfim, talvez se ela tivesse ido as coisas fossem diferentes, mas acho que não daria muito certo.
Mas foi ótimo tirar um tempo para nós dois. A gente estava precisando muito, andar de mãos dadas, jantar e almoçar juntos como um casal denovo, coisa que ultimamente estava muito esquecida. Sair pra jantar à noite descompromissadamente é coisa de anos atrás.
O lugar é lindo! Vale muito a pena e não me arrependo do sacrifício.
Mas não tem jeito várias vezes a saudade bateu forte e ligamos várias vezes pra saber se estava tudo bem. Nos melhores momentos eu sempre lembrava dela e de como seria legal tê-la conosco curtindo tudo aquilo também e em como ela estaria feliz e sorridente passeando conosco.
Por isso está decidido, viajar sem ela nunca mais! Daqui pra frente só vou se puder levá-la, caso contrário nem pensar, não quero passar denovo pela angústia de sair e deixá-la e ficar me sentindo péssima como fiquei.
Foi extremamente difícil deixá-la com a minha mãe na sexta. Me cortou o coração, chorei, me culpei, enfim…
O saldo foi positivo, mas vamos ser sinceros? Não aproveitei como poderia ter aproveitado se ela tivesse comigo, o meu conselho? Se puder evitar sair sem eles, evite!!!
Não me arrependo, mas não quero repetir a experiência.
Ah e não choveu rsrsrrs. Não fez muito calor, mas deu pra aproveitar bastante!
Seguem algumas fotinhos pra quem ainda não conhece ficar com vontadinha rsrsrsrs!
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Obs: Com excessão das duas primeiras, fotos tiradas por mim!
Beijo nas crianças e obrigada pelo apoio mais uma vez! :=)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ansiedade, medo e culpa

 

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Como ficar longe do meu chamego?

Olá pessoal tudo bem?

Eu estou com a cabeça meio no mundo da lua hoje.

Não cheguei a comentar aqui, mas há bastante tempo a gente vem pagando parcelada uma viagem rápida, de apenas um final de semana para Paraty/RJ. Quando a gente decidiu ir nossos planos eram levar a Sarah conosco, porém amadurecendo a idéia, ficamos receosos, porque ela nunca viajou pra longe e ainda mais dentro de um ônibus horas e bem na hora de dormir, pois a viagem começará às 23:00hs.

Aí vocês imaginam o drama né? Ela vai ficar com a minha mãe na sexta e no sábado à tarde vai para a casa da minha sogra. Sei perfeitamente que ela será maravilhosamente bem cuidada, como sempre é pelas duas que a amam incondicionalmente, mas eu estou me sentindo extremamente culpada em deixá-la em casa e ir viajar. Estou me sentindo uma mãe monstro que já fica longe da filha a semana toda por causa do trabalho e ainda por cima viaja no fim de semana e não a leva junto, mas se eu levá-la tenho medo dela não dormir no ônibus, não se adaptar ao lugar que não conhece e acabar incomodando as outras pessoas. Fora que se ela precisar de um médico urgente não temos como voltar porque iremos de excursão, então sinceramente, não temos como levá-la.

Já pensei em desistir, em não ir, para não ficar esses dois dias longe dela, mas a gente perderia o dinheiro que investimos e pagamos durante um bom tempo. Outra coisa é que eu e o Diego estamos realmente precisando de um tempo para nós dois porque a gente anda meio distante desde que ela nasceu e acredito que um passeio assim irá nos aproximar novamente.

Mas alguém aí acha que eu vou me divertir como se nada estivesse acontecendo? Vocês acham que eu vou conseguir dormir sem ela ao meu lado, porque a gente nunca dormiu separadas desde que ela nasceu. Sinceramente eu não sei nem como será minha reação e nem a dela. Tenho muito medo dela sentir demais nossa falta, de não dormir direito entre outras coisas, porque ela nunca passou tanto tempo longe da mãe e nem do pai.

Posso falar sinceramente? Me arrependi muito dessa viagem, acho que eu devia ter pensado melhor…

Além do mais pra ajudar o tempo esfriou, agora pensa nesse povo branco de São Paulo, nas praias do Rio de Janeiro e São Pedro resolve que vai chover e fazer frio, aí a gente fica mega animado mesmo kkkkkk!!!

Sei que eu estou vendo tudo isso com lente de aumento, que pode ser drama de mãe mesmo, porque ô bicho dramático é mãe e que de repente a gente chega no domingo e está tudo normal, como se nada tivesse acontecido.

Mas sei lá, depois que a gente tem um filho fica muito difícil pensar a vida sem eles por perto.

O que vocês acham? Estou certa ou estou viajando e criando tempestade num copo d´água? Alguém por aí já passou pela mesma experiência e não morreu de saudades?

Beijos meus queridos e vamos comentar aí porque eu estou tendo a impressão de estar falando para as paredes kkkkkk!

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Especial? Sim! E igual também.


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Oi gente, hoje eu estou muito feliz em compartilhar com vocês um projeto muito legal do qual passei a fazer parte desde sábado passado (26/11) o Special Kids LA.
Há algum tempo descobri essa iniciativa que visa incluir crianças com necessidades especiais através da fotografia, me apaixonei pelo projeto e participei de um Workshop que ensina a fotografar crianças especiais, foi sem dúvida uma das melhores e mais profundas experiências da minha vida.
Já comentei aqui que paralelamente ao meu trabalho formal tenho conciliado também a fotografia como segunda profissão e tenho cada dia amado mais esse mundo e esse curso veio apenas a complementar meus conhecimentos e reafirmar essa nova paixão pela fotografia profissional.
Ainda preciso me certificar para fazer parte do grupo seleto de profissionais credenciados da Special Kids e para isso preciso fotografar algumas crianças especiais e estou trabalhando para conseguir a confiança de algumas famílias que queiram retratar seus filhos especiais.
Estou em processo de finalização do meu site para divulgar os trabalhos que já fiz nesse tempo e para convidá-los também a acompanhar esse meu novo projeto tão sonhado, confesso que estou super empolgada com tudo isso que tem acontecido na minha vida ultimamente. Quem sabe daqui há algum tempo eu consiga me dedicar somente à fotografia.
Ser mãe de uma criança especial com certeza ajudará a entender melhor o universo e as expectativas dos pais que me escolherem para retratar seus filhos especiais ou não, porque AMO fotografar crianças.
Além de tudo isso, a Especial ? Sim! Que é um braço da Special Kids está realizando no Facebook um concurso para eleger em cada estado em que atua uma criança especial para ganhar um ensaio fotográfico e claro que eu inscrevi minha princesinha né? Então eu peço aqui também que votem na minha flor, o link é esse:
E quem quiser conhecer mais desse lindo projeto o site é:
Gente, se vocês quiserem ensaios fotográficos dos seus filhos especiais ou não, fotos de casamentos, festinhas de aniversário entre outros eventos é só entrar em contato ok? Para leitoras do blog tem um mega desconto.
Obrigada pelo carinho de sempre demonstrado por vocês por aqui!
Volto em breve com mais novidades!!!
Um beijo no coração de todos.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mil e uma utilidades

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Há tempos gostaria de registrar aqui no blog como está sendo minha vida tentando conciliar trabalho, esposo, filha e minha vida pessoal.
Nunca pensei que fosse tão difícil...
E com essa experiência aprendi a abrir mão de coisas para mim. Percebo que sempre fico em último plano. Sei que isso não é o melhor, mas há momentos em que tenho que escolher e quase sempre opto pelas outras pessoas.
O tempo sobrando é quase zero. O trabalho é bem longe de casa e tenho que enfrentar todo dia o trânsito caótico de São Paulo. Só não é pior porque meu pai trabalha bem perto de mim e vou e volto de carro todo dia. Mas mesmo assim são em média duas horas e meia no trânsito todo santo dia. Saio de casa 6:30 da manhã e só chego de volta próximo das 20:00. Sendo assim quase não tenho tempo para a Sarah aí quando chego, janto, tomo banho e priorizo ficar com ela, na tentativa de suprir a falta do dia todo. Não faço mais nada antes que ela durma, por volta das 22:30, até esse horário sou só dela. Óbviamente depois que ela dorme não sobra nem tempo e nem disposição para mais nada, porém ainda tem o esposo que cobra atenção dentre outras coisas. Quando tudo isso termina só quero dormir e mais nada. E no dia seguinte a rotina recomeça.
No meio dessa história toda nunca consigo um tempo pra mim. Pra arrumar um cabelo, fazer uma unha, passar um creme. Vou sempre adiando e isso sempre fica esquecido. Nem lembro quando foi a última vez que pelo menos pintei a unha da mão. Antes eu mesma arrumava o meu cabelo, agora raramente consigo tempo pelo menos para chapinha.
Pode parecer que estou me lamentando, mas não estou não. São apenas constatações.
Eu abro mão de tudo isso e nem sinto, verdade, quando abro mão de algo pra mim em favor de alguém da minha família, não faço com tristeza e nem fico deprimida, faço com amor e fico muito feliz quando eles ficam satisfeitos.
Ser mãe é isso, abrir mão de si mesma para dar o melhor para os filhos, sempre vi minha mãe fazer isso e agora entendo tudo que ela sempre fez e o porquê de abrir mão de tantas coisas por mim e pelo meu irmão.
Escolhi além de ter filhos, não abandonar de vez a profissão. Porque ser aquela profissional super, ultra, mega, power bem sucedida não dá, porque não posso me dedicar 100% ao trabalho, como as mulheres sem filhos podem. Tenho que pensar que nem sempre dinheiro é mais importante, ficar ao lado da minha filha o maior tempo possível sempre é mais importante. Já recusei hora-extra todos os dias, todos os finais de semana porque sei que a fase que ela está vivendo é única e quero perder o mínimo possível de descobertas. Dessa forma nem sempre sou bem vista no trabalho e promoções e aumento de salário ficam cada vez mais distantes. Principalmente no ambiente onde trabalho com maioria dominante masculina, homens não entendem os diversos papéis que uma mulher desempenha.
Ainda tem o problema das consultas médicas da Sarah que são muitas, todos os meses e às vezes mais de uma por mês. Na maioria dos casos tenho que me ausentar do trabalho para acompanhar minha mãe e aí a antipatia fica ainda maior, é extremamente desgastante toda vez que tenho que solicitar ausência, rola sempre um stress básico.
Eu acabo sendo mediana em tudo, no trabalho, com a família e praticamente relapsa com minhas próprias necessidades.
Um exemplo disso é: preciso me consultar com ginecologista e endocrinologista. Pra isso precisarei me ausentar no dia das consultas e chegar mais tarde no dia dos exames, mas como sempre tenho que faltar por causa das consultas e exames da Sarah, negligencio as minhas consultas para não ter mais faltas ainda no trabalho. Entendem a situação?
A única coisa que ainda faço questão de fazer por mim porque senão enlouqueço é ler os blogs amigos e escrever no meu. Isso me ajuda muito a espantar o stress, a aliviar a tensão e a colocar pra fora sentimentos que só coloco escrevendo, às vezes por falta de tempo e outras por dificuldades de falar sobre os assuntos mesmo. Tenho muito mais facilidade em expressar opiniões escrevendo do que falando.
Quero deixar claro que não são queixas, isso tudo é minha realidade hoje, não posso reclamar porque escolhi essa vida pra mim, decidi ser mãe, esposa e profissional e obviamente não tem como ser perfeita em todas as coisas, nem tenho essa pretensão, se pensasse assim já estaria fácil numa camisa de força.
Prendo-me ao fato de que se não sou uma profissional perfeita é porque tenho uma filha que amo muito e não quero ficar longe demais, quero ser o mais presente possível. Se não posso ficar o dia todo com ela é porque preciso trabalhar para que seu futuro seja melhor, sem dificuldades financeiras, pensando nos seus estudos, tratamento. Se não sou a esposa perfeita é porque luto para cuidar de uma filha pequena e trabalhar todos os dias para ajudar o esposo a não carregar o fardo de sustentar a família sozinho.
Vou me virando pra dar conta de tudo e de vez em quando tentar fazer algo que me agrade, que me faça feliz, nem que seja muito raramente.
Ser mulher é isso, abrir mão da vida em favor dos outros e é graças a essa atitude que temos que o mundo anda, que tudo funciona, porque por trás de todo projeto bem sucedido, seja de família, de empresa e pessoa há uma mãe que dedicou sua vida e sempre deixou pra lá seus interesses para que seus familiares conseguissem o sucesso.
E você como faz para dar conta de tudo isso?
Um beijo em todos e até a próxima.
terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ser mãe de uma criança especial é...

 
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Acordar várias vezes de madrugada para cobrir, consolar depois de um pesadelo ou simplesmente observá-la dormindo…
É se divertir, dar risada e rolar no chão como se fosse criança novamente…
É se preocupar a cada febre sem explicação, a cada picada de pernilongo, a cada machucadinho…
É cozinhar com prazer e ter mais prazer ainda ao vê-la se alimentar e crescer forte…
É olhar fotos de quando nasceu,  é lembrar com saudade da gravidez…
É dar bronca quando faz birra e dar carinho sempre…
É trocar uma viagem de férias por alguns dias acordando coladinho…
É esquecer-se de si mesmo em nome do bem estar dela…
É tirar milhões de fotos e olhá-las milhares de vezes sem enjoar…
É ser feliz, amar incondicionalmente, sofrer, chorar, esperar…
Enfim, ser mãe de uma criança especial é…
Simplesmente ser mãe!
Todos temos necessidades especiais, ninguém é igual a ninguém. Tem aquela pessoa que tem necessidade de ter companhia constante senão fica depressiva, tem aquelas que precisam de um tempo sozinhas senão se sentem sufocadas, tem aquelas que precisam viajar sentirem-se livres, têm aquelas que precisam trabalhar de segunda a sexta para ter segurança, tem aquelas que não suportariam viver todo dia em um escritório, tem as que são responsáveis pelas profissões burocráticas e tem aquelas que são artistas, que nos divertem, nos emocionam… Enfim, todo mundo tem uma necessidade especial, seja ela de qual natureza for, tem mulheres que tem necessidade de serem mães, tem outras que não tem, umas querem ter um time de futebol, outras apenas um filho, outras não podem ser mães biológicas, mas tem necessidade de ser mãe do coração.
Eu tenho necessidade de ver minha filha feliz, de vê-la como uma criança normal, dentro das suas limitações e essa é a maior necessidade de todas as mães, que seus filhos sejam felizes, mesmo portadores de deficiência, pois eu repito e sempre vou repetir: dá pra ser feliz tendo limitações, basta querer!
Ser mãe é isso, é amadurecer um pouco todos os dias e ser mãe especial é lutar todos os dias para o filho ser apenas igual.
Eu nunca sofri discriminação, pelo contrário, sempre fomos tratados com muito carinho, mas conheci histórias de mães que lutam para levar seus filhos de ônibus em cadeiras de rodas para a reabilitação e simplesmente têm a porta do ônibus fechada na cara, portanto quando falo de igualdade aqui, estou falando de igualdade para todos, de todos os graus de deficiência física ou mental, porque mãe é mãe sempre, seja o filho como for.
Ter uma criança especial em casa é acima de tudo… Passar a viver a vida de um modo especial.
Um beijo a todas e até mais!
Observação: Este texto foi origionalmente publicado no site Testado pela Mamãe, que eu já falei aqui que sou colunista do espaço Amor Especial, não deixem de nos visitar lá.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Das confusões da maternidade

 

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Acho que já comentei aqui em algum outro post que com certeza não vou me lembrar agora que eu totalmente não tinha experiência nenhuma com criança pequena, em especial bebês e isso também foi um fator determinante na minha demora em resolver ter filhos, demorei cinco anos de casamento para ter vontade de verdade, porque uma vontadinha lá no fundo eu tinha, só não tinha aquela vontade latente, aquele desejo absurdo, sempre tinha uma desculpa para adiar.

Na verdade não me arrependo de ter esperado esse tempo e acho legal um casal se curtir bastante primeiro antes de ter o primeiro filho, porque depois demora muito tempo para retomar a privacidade e o tempo a dois. Demora mesmo e a intimidade nunca mais será a mesma, sempre terá aquele medinho da criança acordar, chorar e atrapalhar todo o clima, mas enfim, a vida muda mesmo isso é fato!

Eu não convivi com crianças pequenas, minha intimidade com elas era zero. Nunca tinha trocado fralda de bebê na minha vida antes da Sarah, nunca tinha cuidado de bebê nenhum, nem um pouquinho. Morria de medo de segurar bebês alheios, não tinha o menor jeito e na maioria das vezes as crianças choravam no meu colo porque eu era totalmente desajeitada com elas.

Conversar com uma criança então? Impossível, não tinha assunto, não sabia cativar mesmo.

Quando decidi engravidar li horrores sobre todos os assuntos e me achava a expert em bebês, sem nunca ter tido um, apenas pelos milhares de sites que eu tinha lido durante a gravidez. Mas se tem uma coisa que maternidade nos ensina é que, ninguém sabe de nada antes de ter um filho, que todas as nossas opiniões pré filhos mudam totalmente e que aquela sua opinião sobre o comportamento de alguma criança que você criticou veementemente vai se repetir com você, pra você aprender a nunca mais cuspir pra cima e não adianta achar que com você vai ser diferente porque não vai!

Quando a Sarah nasceu a falta de experiência gritou ainda na maternidade no período que ela ficou na UTI.

Eu só pude pegá-la no colo pela primeira vez no terceiro dia de nascida dela, no primeiro dia ela nasceu as 07:41 eu fui para o quarto mais de 13 horas, só levantei mais de 17 para tomar banho e depois de quase implorar de joelhos, mais ou menos duas da madrugada a enfermeira me levou de cadeira de rodas, para vê-la, nunca vou esquecer daquela enfermeira, porque ela só me levou lá porque disse que estava tocada pela minha história e que estava vendo que eu estava sofrendo por não ter minha bebê comigo, que ela também era mãe e sabia o quanto aquilo significava pra mim, coisas que a gente só entende depois de se tornar mãe mesmo, essa sensibilidade especial que a gente adquire depois dos filhos. Chorei muito vendo minha pequena naquela situação, ela estava bem, mas dói muito mesmo, ver um pedacinho de gente que está no mundo há apenas algumas horas sofrendo tanto, sofrendo coisas que muito adulto nunca sofreu, dói demais, é uma ferida que nunca cicatriza.

No segundo dia ela teve que ficar com uma sonda no estômago e novamente não pude pegá-la no colo, apenas a vi através da incubadora, meu bebezinho lindo e tão esperado. Fiquei preocupada, claro, mas não chorei, já estava mais tranqüila e habituada a tudo aquilo.

No terceiro dia a enfermeira colocou ela no meu colo, foi mágico, a primeira vez que segurei meu tesourinho, minha fofinha, tão quentinha, gordinha... E a enfermeira perguntou se eu tinha leite, eu disse que sim e ela me mandou amamentar, lembro perfeitamente de perguntar a ela como fazer, já que eu nunca tinha amamentado, foi então que a fono veio me ajudar, me ensinou a segurar, me ensinou a mantê-la acordada e me ensinou a pega correta, mas dona Sarah era extremamente preguiçosa e eu extremamente desajeitada, ela chegou a pegar corretamente algumas vezes mas dormia logo e eu perdia a paciência, depois de muito sofrimento, a enfermeira dava o Nam porque ela chorava demais e esse nervosismo das duas atrapalhava e nada dava certo. Porém a fono me garantiu que em casa a gente ia se acertar. Hoje eu entendo, analisando friamente que a minha falta de experiência aliada ao nervosismo foram os grandes responsáveis pelo fracasso da amamentação no caso da Sarah, mas enfim águas passadas não movem moinhos.

Quando chegamos em casa, nos primeiros dias eu simplesmente perdi totalmente o controle da situação. A começar pelo sono. Eu sempre dormi demais e foi extremamente complicado não dormir nada a noite por vários dias. Parecia que eu ia enlouquecer, fiquei impaciente e várias vezes perdi a paciência com a Sarah e tive que pedir ajuda para minha mãe, durante o dia eu não conseguia dormir porque tinha aquela ânsia de fazer tudo enquanto ela dormia e também porque a Sarah nunca foi muito fã de dormir de dia, inclusive não é fã até hoje, tem dias que dorme, tem dias que não.

No começo ela dormia definitivo por volta das 0:00 horas e ia direto até 4:00 da madrugada, quando eu acordava, tirava o leite, dava pra ela na mamadeira, esperava arrotar e depois de uma hora mais ou menos dela se contorcendo de cólicas lá pras 6:00 da manhã ela dormia de novo e acordava por volta das 8. Eu sei que sempre fui privilegiada com o sono da Sarah, ela sempre dormiu bem e por volta dos 4 meses passou a dormir a noite toda, das 0:00 até 6 ou 7 horas. Sim, eu fiquei algumas noites acordada direto na época mais cruel das cólicas, mas depois que elas foram embora poucas foram as noites que passei em claro.

A amamentação é um capítulo totalmente a parte na minha experiência com a maternidade e eu já falei muito sobre ela aqui, hoje superei a culpa, mas ela já foi muito grande, já chorei muito por isso, hoje entendo que eu não fui capaz e não posso ficar a vida toda me culpando por isso, bola pra frente que ainda tem muito problema pra se preocupar.

Desde o começo o comportamento da Sarah foi um problema. Sim, um problema, porque ela sempre monopolizou a atenção de todos lá de casa. Pra comer, escovar dente, tomar banho e outras coisas, só quando minha mãe podia ficar um pouco com ela, porque no carrinho ela fazia escândalo e nem sempre dormia durante o dia e era muito chorona. Eu não conseguia fazer nada em casa, nem lavar louça, faxina, nada, porque ela simplesmente não dormia e não dava um minuto de paz.

Outra coisa que deu pano pra manga lá em casa foi o refluxo da Sarah. Gente como a gente sofreu. Ela vomitava o tempo todo tudo que tomava ou comia. Sujava 300 fraldas de pano por dia e vivia com as roupas cheirando azedo porque ninguém dava conta de trocá-la o tempo todo. Mesmo com remédio e leite AR ela golfava o tempo todo, foram meses tensos, dava desespero. Ela vomitava a roupa antes de sair de casa, vomitava nas pessoas, vomitava na gente, no carro, enfim, sofremos.

Hoje ela está 99% curada, de vez em quando dá uma batizada em alguém, mas é raríssimo. Graças a Deus!

Depois veio o problema da epilepsia que de longe foi o mais difícil de superar e ainda não está 100% superado, mas está a caminho, estamos vendo as melhoras dela que nos deixam esperançosos da sua cura total.

Enfim, a maternidade foi e é a melhor experiência da minha vida, mas nem de longe foi o mar de rosas que eu idealizei, eu colori demais meu sonho e em alguns momentos me decepcionei com a realidade, mas as alegrias de longe compensam e compensaram tudo que passei de ruim desde o dia que me tornei mãe. Nunca vivi nada melhor.

O que estou querendo dizer com esse relato imenso e meio atrapalhado é que ser mãe é muito bom, mas também tem seus momentos de desespero, principalmente na primeira viagem, onde tudo é novo, tudo é desconhecido, mas vale muito a pena aprender e tudo que vivi me fazem ter muita vontade de viver tudo de novo, mas bem mais lá pra frente né? Afinal, depois desse vendaval todo, ainda preciso colocar muitas coisas no lugar.

E vocês como lidaram com todas as novidades da maternidade?

Bjus e até a próxima!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

São marcas da vitória…

Não gosto de reclamar, nem de ficar me lamentando, mas em alguns momentos minhas mazelas de ser humano falam mais alto e eu muitas vezes choro e não aceito algumas coisas que acontecem na minha vida, mas aí eu me lembro que Jesus apenas amou e recebeu em troca pregos nas mãos e pés, mas tornou a cruz, a morte mais humilhante daquela época um instrumento de amor, que traz a salvação até hoje a todos que Nele encontram seu refúgio, então me ergo, entre lágrimas e entendo que as minhas chagas, são apenas MARCAS DA VITÓRIA…

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E vocês quais são suas marcas da vitória? Compartilhe conosco, a experiência dos outros sempre nos traz ânimo!

Um beijo em todas que nos lêem.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Últimas evoluções e novidades

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Oi gente tudo bem?

Por aqui estamos bem, passamos por uns dias meio turbulentos, pois Sarah teve infecção na urina recentemente o que nos levou ao PS e ao mundo das agulhas e exames novamente, mas agora já está melhor.

Tudo começou com uma febre discreta e uma diminuição na urina nas fraldas, de repente o sono se tornou agitado e a febre foi aumentando e de repente ela parou de urinar, aí corremos ao PS. Fomos atendidos por uma médica muito boazinha e atenciosa que pediu todos os exames para rastrear qualquer infecção principalmente devido ao problema da epilepsia que pode desencadear crises em caso de febre e infecções. O exame de urina veio com uma alteração, não muito grave, mas veio, aí ela entrou com antibiótico e um remédio para limpar as vias urinárias. Depois de uns dois dias a febre cedeu e o quadro melhorou e agora alguns dias depois ela já está livre da infecção.

Quanto à sua evolução, continua aprendendo muitas coisas novas e está cada dia mais engraçadinha, está muito falante, aprendeu a falar a língua dos bebês e agora passa o dia conversando com a gente, tem hora que ela fala um emaranhado de sílabas sem sentido e olha pra gente como se estivesse esperando uma resposta, a coisa mais linda do mundo!

Continua tendo muita dificuldade em firmar as pernas e ficar em pé, mas aos poucos a gente nota algumas evoluções e continuamos insistindo que ela fique em pé e no andador (que no caso dela é recomendação médica).

Está bem atenta a tudo ao redor, atende sempre que chamamos, reduziu mais um pouco o vício em olhar para a mão e demonstra preferência por alguns brinquedos e apredeu a pegar as coisas da nossa mão.

Está aprendendo uma coisa super curiosa que é assobiar. Isso mesmo assobiar, ela faz o biquinho e sai um assobio bem baixinho, posso com isso? Não aprendeu nem a falar ainda e já está querendo assobiar, é fofo demais e no mínimo inusitado!

Cresceu bastante também, já está usando roupas tamanho 3 ou 4 e tenho certeza que deve ter engordado umas gramas porque o nosso braço anda denunciando rs.

Enfim, a evolução não é normal como a de outros bebês mas é uma ótima evolução para uma criança portadora de problemas neurológicos e estamos cada dia mais felizes com as suas evoluções.

Desculpem o sumiço, vou tentar não desaparecer tanto tempo mas é que alguns projetos que pretendo falar aqui em breve andam tomando muito do meu tempo.

Um beijo em todas que não deixam de nos visitar!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Refletindo: Um passo de cada vez!

 

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Hoje estou reflexiva, pensativa, buscando nas memórias situações que ajudem a crescer, a melhorar. Porque de todo ruim um problema nunca pode ser, sempre traz uma lição, um aprendizado e de vez em quando tento pensar sobre tudo que aprendi e melhorei desde o dia que aquelas duas listrinhas apareceram naquele teste de farmácia.

Sempre fui ansiosa ao extremo. Esperar nunca foi meu forte, sempre fui impulsiva e errei feio muitas vezes por causa disso.

Mas se tem uma coisa que tenho exercitado dia após dia depois que me tornei mãe é a paciência, a arte de esperar, de não ter o controle total da situação, de ter que esperar o curso natural das coisas sem poder adiantar intervindo de alguma forma.

Paciência para esperar nove meses, paciência para esperar o primeiro mês passar, paciência para esperar meses até a cólica passar, paciência para esperar o primeiro sorriso espontâneo, paciência para esperar pronunciar o primeiro sonzinho, paciência para esperar conquistar os marcos de desenvolvimento, tudo isso foi e é até hoje um exercício de paciência tremendo para mim que não sabia esperar nada.

Depois de diagnosticado o problema de saúde então é que a paciência teve que entrar em jogo. E houve momentos que eu achei que não conseguiria. Nunca vou esquecer os dois dias que passei sem dormir com a Sarah chorando no colo por causa da reação adversa do primeiro remédio que ela tomou para as crises, aquilo sim foi prova de fogo, andar duas noites pela casa com uma criança chorando, ficar um dia inteiro em um hospital com ela chorando desesperada foi o pior momento da minha vida e tive que ter paciência e discernimento para entender que aquela situação era momentânea, manter a calma para passar calma pra ela. Mas confesso que em alguns momentos achei que não fosse agüentar e se não fosse minha mãe ao meu lado o tempo todo tenho certeza que não teria agüentado mesmo.

Ultimamente o que mais tenho feito é esperar, esperar o tempo dela, esperar o resultado, esperar fazer efeito, esperar e observar, são palavras de ordem que não saem da minha vida na atualidade.

Viver com uma criança com problemas de atraso de desenvolvimento é viver um dia de cada vez literalmente, é dar um passo de cada vez, festejar cada conquista e dar valor a cada coisinha nova por menor que seja.

Me vi fazendo festa porque ela puxou a toalha da mesa e derrubou tudo no chão, já fiz festa por ela ter arrancado um botão da minha roupa, já fiz festa por que ela fez biquinho e cuspiu toda a minha roupa. Pequenos gestos, pequenas coisinhas que antes eu nem ligava e nunca pensei que fizessem tanto sentido.

Como fiquei mais paciente e serena depois da maternidade, como encaro muito melhor situações de estresse extremo, de desgaste, de fúria, porque aprendi que nada é para sempre, que todas as situações serão mudadas um dia e que mais cedo ou mais tarde aquilo acaba e nessa certeza vou vivendo a vida muito mais intensamente do que antes, aproveitando cada momento como se fosse o último.

Não tenho pressa, quero aproveitar todos os momentos ao lado da minha família, quero ver cada conquista da Sarah, quero viver cada fase, quero aproveitar cada gracinha, cada gesto, cada aprendizado tendo certeza que é muito difícil pra ela aprender uma novidade então temos que valorizar o dobro.

Pai, mãe não negligenciem a atenção aos filhos de vocês, não digo em quantidade, mas sim em qualidade. Observem, valorizem, façam festa, ensinem e compartilhem da alegria do seu filho em te mostrar um brinquedo, em te dar um sorriso. Você só tem a ganhar com isso.

E você como anda a sua paciência? E o seu poder de observar seu filho? Qual foi sua última conquista? Comente, fale de você!

Bjus e até mais.

domingo, 16 de outubro de 2011

Vaidade, prudência e maturidade

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Mamis atualmente, porque afinal precisa dar um tapa de vez em quando né?

 

Já falei no post anterior sobre esse assunto aqui no blog, sobre o peso, como fica o corpo, os primeiros dias, etc.

Mas esse assunto é tão complexo e polêmico que daria zilhões de posts sobre o tema.

No meu caso, antes de engravidar eu tinha um nível de vaidade normal, digo normal porque não era obcecada por isso, mas não me permitia sair de casa sem alguns cuidados básicos. Adorava comprar roupas, sapatos, acessórios (qual mulher não gosta?) e gastava boa parte do meu salário com isso, cheguei muitas vezes a comprar coisas por impulso e nunca usar. Era fácil pra mim manter o cabelo sempre escovado, unhas sempre feitas, usar sempre roupas novas e até mesmo comprar coisas de acordo com a estação.

Depois que a Sarah nasceu eu fui OBRIGADA a mudar de atitude.

Ninguém imagina como um bebê pequeno ocupa o dia de uma mãe, é absurdo, eu não fazia a menor idéia antes e pode ter certeza, você que ainda não tem filhos também não faz.

Nos primeiros dias é impossível dar atenção à aparência, você escova os dentes, amarra o cabelo, troca de roupa apenas porque com certeza receberá visitas e não pode descuidar da higiene básica.

Banho eu tomava de madrugada quando a Sarah dormia, porque durante o dia eu não podia deixar ela sozinha e quando o Diego chegava estava cansado e muitas vezes dormia e eu ficava insegura em deixá-la acordada sozinha no berço sem ninguém observado.

As roupas antigas não serviam e eu não tinha a menor vontade de sair com as roupas de grávida, então quase não saía de casa e também não queria comprar roupas grandes porque sabia que iam ficar perdidas logo e o fato de querer entrar nas calças antigas me incentivava a emagrecer. Perder peso não foi uma grande dificuldade, mas todas nós sabemos que o corpo se transforma completamente, as formas mudam, a textura da pele e muitas vezes roupas que adorávamos não poderão mais ser usadas.

Aí já entra também o lance de saber qual tipo de roupa fica bem em você, saber que não é qualquer estampa, acessório, cor que ficará bem numa mulher que agora é mãe, coisas com ar de menininha devem ser abandonadas de vez pra não correr o risco de ficar sem propósito em você.

Sair vira um trabalho de logística imenso, tem que ter um planejamento prévio e muitas vezes você esquece de reservar um tempo para se arrumar, aí veste qualquer roupa, um tênis, penteia o cabelo de qualquer jeito, não faz nem uma maquiagem e sai, feliz da vida porque seu filho está lindo de viver naquela roupinha nova que você comprou.

Verdade que durante muito tempo isso não me incomodou nem um pouco, mas conforme o tempo foi passando e a Sarah crescendo, fui notando que estava desleixada demais e que aquilo não combinava comigo. Venci o remorso de deixá-la com a avó para ir ao salão de beleza e fui, pintei cabelo, fiz progressiva (não estava mais amamentando!), fiz unha e me senti mulher denovo e agora com um adjetivo a mais: EU TAMBÉM ERA MÃE.

E desde então tenho me esforçado para manter minha aparência em dia, sem excessos e quando não dá, não me estresso.

E percebo também que perdi aquela compulsão por compras, atualmente compro só o necessário, não tenho milhares de roupas novas no armário, mas aprendi a usar melhor as que tenho, a fazer diferentes combinações e confesso que estou adorando essa nova fase mais consciente.

Sei que todo mês tenho que comprar fraldas, leite, lenços, itens de higiene e roupa para a Sarah porque criança cresce muito rápido e perde tudo em questão de dias, então não posso me dar o luxo de gastar com supérfluos. O Diego é super carinhoso comigo e sempre me traz algum presentinho, uma bijou, uma maquiagem, coisas que eu adoro e ele sabe do meu gosto.

Hoje penso muito na minha família antes de tomar qualquer decisão financeira, não cometo loucuras, penso e planejo nosso futuro, afinal é minha obrigação dar o melhor para minha filha.

Ainda amo ser elogiada, ouvir que estou bonita, ganhar um presente, me dar um presente de vez em quando, mas hoje com muito mais consciência e prudência que antes.

Essa é uma das melhores coisas que a maternidade me trouxe, maturidade, prudência e tranqüilidade a respeito de bens materiais, afinal que bem mais precioso uma mãe tem além dos seus filhos?

E você cara leitora, como está lidando atualmente com essa questão?

Um beijo e até breve!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O peso, o corpo e a vaidade depois da gestação

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Eita que grávida é a coisa mais linda do mundo!

Como é bonita uma mulher que espera seu filho, o cabelo, a pele, os olhos que transmitem um brilho sem igual. A alegria nos faz mais bonitas e há uma aura mágica em torno de nós quando temos um bebê na barriga.

Mas o bicho pega no dia do parto! E pega legal! Você entra grávida e sai TOTALMENTE BARANGA!!!

Quem não tem filho ainda não tem noção do estado de calamidade que fica o corpo depois.

A barriga ainda parece de grávida, no meu caso parecia que eu ainda estava de sete meses kkkkkk, os pés ainda estão inchados, o nariz ainda é de batata e o rosto redondo e aí a gente não tem mais um bebê na barriga pra por a culpa disso tudo nele rsrsrsrs. Olhar no espelho a primeira vez depois do parto é aterrorizante, você acha que nunca mais vai voltar ao normal (realmente não vai, mas vai melhorar bastante acredite!). Você sai da maternidade e nenhuma roupa sua serve e tem que continuar a usar as de grávida (ô depressão!).

Aí durante os primeiros e intermináveis dias você se transforma na louca do pijama... Não tira ele de jeito nenhum, não penteia o cabelo, apenas prende num coque ou rabo de cavalo, continua usando o chinelinho de pelúcia do hospital e maquiagem então? Você nem lembra onde guardou...

Realmente nos primeiros dias a gente não tem cabeça pra nada e esse desleixo (com um motivo mais do que justo!) não incomoda, mas depois de um tempo se torna um problema na nossa cabeça.

Eu trabalho desde os 16 anos e desde então sempre estive acostumada a fazer unha, arrumar cabelo, tomar cuidado com as roupas que vestia, sapatos, bolsas, bijouterias e todas essas coisinhas de mulher (não adianta dizer que é frescura porque todo mundo gosta de se arrumar e se sentir bonita!), nunca fui obcecada por aparência, mas me mantinha apresentável sempre. Aí engravidei e as roupas tiveram que mudar porque a pessoa da boca descontrolada aqui engordou quase TRINTA QUILOS!!! Aí nada servia mesmo eu pesava 56 quando engravidei...

Demorou meses pras roupas antigas servirem novamente e hoje ainda tenho umas que acho que nunca mais terei coragem de usar. Blusinhas justinhas não me pertencem mais, já perdi o peso todo que ganhei, mas o corpo mudou definitivamente.

Demorei uns quatro meses pra perder esse peso todo da gestação. Mas mesmo assim tinha um monte de calça jeans que não passava no quadril. Várias blusas que ficavam apertadas na barriga e ninguém merece gordurinha pulando pra fora da calça.

Estrias eu não tive, mas celulite minha gente... Virei uma mexerica de tantos buraquinhos... Aí as calças de pano mais fininho NEVER!

Meu corpo é outro agora e percebo isso todos os dias. O caimento das roupas mudou muito. A barriga está “disfarçável”, mas uma beleza não está, ficou um pouco de pele sobrando (também pudera uma barriga do tamanho que a minha ficou!), a linha nigra ainda não sumiu completamente e o bendito umbigo nunca mais quis voltar para o seu lugar e ainda está levemente estufado. Sendo assim tenho que analisar muito bem o tipo de roupa que vou usar pra não evidenciar isso tudo.

Meu cabelo só parou de cair de uns dias pra cá, eu pensei que ia ficar careca! Na verdade ganhei muitas falhas e tenho agora um monte de cabelinhos novos rebeldes armados estilo Chitãozinho e Xororó na minha testa. Fiquei quatro meses sem pintar, fazer química e só andava com ele preso. Agora tá melhorzinho, mas longe de como ficou durante a gravidez.

A pele no início fica terrível, ressecada, estranha, mole. Depois de quilos de creme hidratante, firmador, anti-celulite e anti-qualquer outra coisa que alguém me falasse ela deu uma boa melhorada.

Os seios??? PRA ONDE ELES FORAM? Se alguém encontrá-los por aí me dá uma ligada, por favor, vou fazer um BO porque acho que alguém os roubou de mim (O.o)!!! Sério gente, os meus ficaram muito pequenos depois que o leite secou.

Hoje já consegui retomar um pouco da vaidade, a Sarah estando maior tem um tempinho sobrando pra fazer uma chapinha no cabelo, arrumar a unha, escolher minhas roupas que já voltara a servir (graças aos céus!), eu mesma arrumo o cabelo, a unha e tudo mais, mas mesmo assim já dá um UP no visual.

Ás vezes a gente se preocupa tanto com o que nossos filhos vão vestir, passamos horas arrumando os pequenos pra sair, escolhemos com tanto carinho a roupa, a meia, o sapato, o lacinho do cabelo e quando vamos nos arrumar colocamos qualquer roupa e saímos. Temos que aprender que além de mãe, somos mulheres e precisamos nos valorizar, faz bem pra gente e quando estamos bem conosco isso se reflete na felicidade de toda a família.

O corpo muda quando temos um filho? Com toda certeza, mas porque ter o mesmo corpo de antes se a nossa vida e a nossa cabeça já não são como antes?

Nem tudo fica como a gente gostaria, mas temos capacidade de melhorar o que está ao nosso alcance.

E mamães que acabaram de ter os filhos, as coisas vão melhorar! Pode ter certeza, algumas têm mais dificuldade de perder peso, outras menos, mas pensem sempre que a baranguice é uma fase e passa!

E você como ficou depois da gravidez? Como está agora? Recuperou o manequim de antes ou está em busca disso ainda? Compartilhe conosco, desabafe.

Um beijo em todas e até breve!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Agradecimentos

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Hoje estou aqui apenas para agradecer...

Não para contar novidades, nem para desabafar, nem contar sobre os problemas ou evoluções da Sarah, apenas para agradecer.

Esse post é na verdade um agradecimento geral, mas que devia ser direcionado, a cada um que passa por aqui, lê o que escrevo e deixa um comentário carinhoso, de incentivo, de esperança e que na maioria das vezes não consigo agradecer individualmente.

Eu gostaria de entrar no blog de todas, deixar uma mensagem de carinho, de gratidão, dizer o quanto cada palavrinha que leio abaixo dos textos que escrevo são importantes para essa luta que travamos todos os dias pela recuperação da nossa filha.

Inúmeras vezes chorei lendo as lindas palavras que vocês escrevem para mim e para minha florzinha, muitas vezes saí de um dia depressivo depois de ler um puxão de orelha de alguém, muitas vezes mudei minha opinião sobre algo depois de ler os argumentos que vocês deixam para mim em todos os posts.

Eu poderia ficar aqui horas redigindo textos de agradecimento, citando o quanto cada comentário e cada palavra afetaram minha vida, minhas atitudes, minha certeza de que tudo dará certo no final.

Já falei aqui outras vezes que a gravidez fez com que eu me aproximasse de muitas pessoas que eu nem imaginava que pudessem nos dar tanto amor, que pudessem se dedicar de uma maneira tão linda à minha filha, durante a gravidez recebi muito amor e carinho de pessoas que não falavam comigo, mas que depois que me viram grávida sempre paravam para conversar comigo, perguntar como eu estava, como estava o bebê. E esse carinho continuou depois do nascimento da Sarah e vejo que a cada dia só aumenta, as pessoas sempre me perguntam se ela está bem, se está melhorando e me dizem que sempre rezam por ela.

Isso aconteceu aqui também no blog, comecei a escrever tímidamente quando ainda estava grávida e aos poucos fui ganhando seguidoras e pessoas que comentavam com freqüência, algumas se foram, fecharam os blogs, privatizaram ou simplesmente não comentaram mais, mas existem outras que mantiveram o vínculo e comentam até hoje, quase dois anos após o início do blog, sou tão feliz por isso, vocês não tem noção!

A grande prova do carinho que todos têm por nós eu tive após o primeiro post onde eu falava do problema da Sarah, desde então esse blog vive cheio de comentários lindos, de palavras de esperança, de mensagens de fé e várias vezes fiquei sabendo que meninas colocaram a Sarah nas orações da igreja, nas correntes e novenas nas comunidades onde participam, que o nome dela está em vários livros de orações em todo o Brasil e eu não tenho palavras para agradecer tamanha dedicação e amor que vocês devotam a minha pequena.

Quero muito passar em cada blog, responder cada email e estou me organizando para conseguir isso em breve, mas saiba que mesmo que eu ainda não siga o teu blog, não tenha respondido o seu email, eu leio TODOS os comentários com muito carinho, carrego comigo todas as palavras que vocês me dizem e elas são fundamentais para nos dar vigor para permanecermos firmes nessa jornada tão difícil.

Eu dou muita importância ao que é dito aqui, quero que vocês saibam que se hoje eu tenho esperança na cura, forças para encarar tudo isso e fé acima de tudo e porque tenho anjos ao meu lado que me seguram quando estou prestes a cair e muitos desses anjos eu nem conheço, mas passam todos os dias por aqui, lendo o que escrevo, comentando, tendo paciência com as minhas crises depressivas e quando fico me lamentando e reclamando o tempo todo, mesmo assim vocês queridas amigas tem muita paciência comigo e com as minhas frustrações.

Muito obrigada é pouco! Queria poder fazer muito mais por vocês grandes amigas e anjos da guarda, porque o amor que emana das mãos de vocês enche nossa vida de alegria e certeza de que o futuro nos reserva algo muito especial.

Saibam que estou aqui, sempre à disposição de vocês, para conversar, desabafar, jogar conversa fora, não hesitem em entrar em contato, vou deixar meus emails, caso alguém ainda não os tenha e vou adorar manter um contato mais próximo com todas.

renatacoelhodosantos@gmail.com

renata_active@hotmail.com (MSN e também leio as mensagens dele)

Passarei em breve nos blogs e quem não tiver blog, deixe um email para que eu entre em contato e agradeça.

Obrigada mais uma vez, de coração.

“Sempre fica um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas...”.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gratidão

Senhor, sou imensamente grata a ti, que mesmo sem merecimento algum, me deste muito mais do que eu podia imaginar um dia conquistar, me deste uma família, me possibilitou a realização de um sonho, me deu uma filha linda e maravilhosa, perfeita aos teus olhos, me deu um esposo a quem amo e me corresponde todos os momentos, nunca, nunca mesmo, terei como expressar o que sinto diante de tantas graças alcançadas.

IMG_2815O SENHOR É O MEU PASTOR, NADA ME FALTARÁ. (Salmo 23:1)

Como posso ser feliz, tendo tantas provações à minha frente? Como posso acreditar numa cura que a medicina humana insiste em não acreditar? Porque eu sigo a um Deus que não mente e ELE me prometeu a cura, prometeu aliviar meu fardo e eu sei que ELE me ampara a todo momento.

IMG_2834A TI SENHOR, LEVANTO MINHA ALMA. DEUS MEU, EM TI CONFIO; NÃO ME DEIXEIS CONFUSO, NEM QUE OS MEUS INIMIGOS TRIUNFEM SOBRE MIM. (Salmo 25)

Minha vida foi transformada de uma tal maneira, que não posso ter outro sentimento dentro do meu coração que não seja eterna gratidão a esse Deus tão misericordioso que sigo e ao qual devo todo meu existir.

Tem presente mais bonito que esse?

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LOUVAREI AO SENHOR EM TODO TEMPO; O SEU LOUVOR ESTARÁ CONTINUAMENTE EM MINHA BOCA. A MINHA ALMA SE GLORIARÁ NO SENHOR; OS MANSOS O OUVIRÃO E SE ALEGRARÃO. (Salmo 34)

Além de toda felicidade de ter uma família abençoada, me destes amigos abençoados, tesouros preciosos que sem os quais eu não sei viver, algumas pessoas que nem nos conhecem pessoalmente, mas que oram, torcem e querem assim como nós a vitória para nosso tesouro.

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INVOQUEI O TEU NOME, SENHOR, DESDE A MAIS PROFUNDA ESCURIDÃO. OUVISTE A MINHA VOZ, NÃO ESCONDAS O TEU OUVIDO AO MEU SUSPIRO, AO MEU CLAMOR. TU TE APROXIMASTE NO DIA EM QUE TE INVOQUEI; DISSESTE: NÃO TEMAS. (Lm 3:55-57)

E eu não temo Senhor, porque quem poderá ser contra mim se o maior de todos está ao meu favor? Sinto e vejo todos os dias a tua glória se manifestando na minha vida, não tenho o direito de temer, afinal a mim foi dado como PAI o Senhor dos Senhores.

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Eu já havia comentado aqui que canto na igreja católica que participo aqui onde moro, há um tempo atrás fiz algumas gravações com o pessoal da música da igreja, coloco aqui a música que inspirou esse post, que se chama Gratidão, cantada originalmente pelo Ministério Adoração e Vida, amo essa música, adoro cantá-la, ela expressa todo meu sentimento diante do Senhor. Ouçam, conheçam e de quebra conheçam minha voz!

http://www.4shared.com/audio/6yMBjHFg/MUSICA_01_TC.html

Um beijo a todos e até a próxima!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Testado pela Mamãe – Amor Especial

Hoje estou aqui para divulgar um projeto muito legal do qual faço parte: O Testado pela Mamãe.

O Testado pela Mamãe foi idealizado pela amiga que conheci no mundo da blogosfera quando ainda estava grávida: Aline Milanez. Ela é mamãe da Anna Júlia e resolveu compartilhar com as outras mamães produtos, brinquedos que ela teve a oportunidade de utilizar com a sua filha e esse projeto foi crescendo e passou de um simples blog para um portal recheado de informações para nós mulheres e mães, dicas que vão além de testes com produtos e brinquedos, a dicas de beleza para as mamães, dicas de passeios em família, matérias com profissionais conceituados entre outras informações muito úteis que vale a pena conhecer.

Depois que eu descobri o problema de saúde da Sarah e comecei a postar aqui informações sobre algumas doenças das quais a gente teve suspeita no começo, fui convidada por ela a escrever para um espaço que ela criou no site que se chama: Amor Especial. Lá eu falo sobre minha experiência como mãe de uma criança especial, dou meu testemunho, compartilho situações e informações que acredito serem importantes para mamães que também convivem com essa realidade de filhos especiais em sua vida.

Não sou profissional graduada no assunto, mas sou mãe e como mãe entendo a angústia de se deparar com uma situação inimaginável que é descobrir que seu filho tem um problema de saúde que pode limitar pra sempre sua vida e sei como é reconfortante poder encontrar informações e outras experiências que possam nos dar uma direção diante de uma situação tão dolorosa como essa.

Queria pedir a todas vocês minhas amigas que visitassem o site, conhecessem esse cantinho tão especial e se tornem seguidoras, vale muito a pena, lá vocês encontrarão informação de qualidade a respeito desse mundo tão complexo da maternidade.

Nos encontramos por lá hein?

http://testadopelamamae.com

linkus

domingo, 25 de setembro de 2011

Consulta com a Neurologista

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Oi gente como vocês estão? Por aqui estamos bem graças a Deus!

Dia 19 (segunda passada), a Sarah teve consulta de rotina com a neurologista do HC, eu tinha uma grande expectativa com relação a essa consulta porque ela teve várias evoluções desde a última consulta e eu queria ouvir a opinião da médica em relação a tudo isso, já que da última vez que a gente se consultou com ela, eu recebi um balde de água fria em relação ao desenvolvimento da Sarah, não sei se cheguei a comentar aqui, mas ela nos disse muito cética que talvez a Sarah nunca andasse, nunca falasse e tivesse ficado com um grau alto de deficiência mental, que não era possível ter certeza de nada.

Saí de lá triste, com certeza, mas como já tinha ouvido tanta coisa e me desesperado tanto, dessa vez isso não me atingiu tanto e eu encarei de uma forma mais natural, pois ela é médica, mas eu acredito no MÉDICO DOS MÉDICOS QUE É O SENHOR JESUS então ela não tem certeza mesmo, porque só quem pode definir é ELE e é somente nas palavras DELE que eu acredito!

Enfim, voltando à consulta do dia 19, gente, foi ótima! A médica dela faltou e fomos atendindas por outra médica da equipe e fomos imensamente bem tratados, contei das evoluções da Sarah, ela fez alguns testes e nos deu parabéns, elogiou muito o equilíbrio da Sarah ao sentar, sua vontade de pegar nos objetos, quase derrubou a sala da médica, pegava em tudo, puxou o mouse do computador, espalhou papéis, sorriu, interagiu, falou, cantou. Foi então que ela nos disse que o West está cada vez ficando mais distante, porque a evolução dela está sendo muito rápida e satisfatória e crianças com essa síndrome não evoluem no equilíbrio e nos movimentos tão rápido com ela tem evoluído nos últimos meses, que talvez ela tenha tido um episódio de epilepsia que afetou seu desenvolvimento mas que ela está recuperando e o melhor, aprendendo coisas novas.

Manteve a dose atual do Topiramato que é o remédio das crises e pediu um ultrassom dos rins, pois esse remédio pode causar pedras e precisamos prevenir não é?

De quebra essa semana o quinto dente rasgou, é aquele dentinho que temos entre os do meio e as presas, agora nossa gatinha tem cinco dentinhos. Ficou meio chatinha, nervosa, mas nada além do comum que uma criança com dentes nascendo apresente.

A última novidade da nossa pequena é que ela está adquirindo firmeza nas perninhas e eventualmente está conseguindo ficar em pé no cercadinho, segurando na borda, fiquei tão emocionada quando vi pela primeira vez! Por mais que seja lento, mas é visível e isso renova nossa esperança na sua cura.

Mais uma vez só posso agradecer a todos que sempre estáo aqui, orando, dando apoio, mandando pensamentos positivos, obrigada de coração, vocês estão acumulando um tesouro precioso num lugar onde a traça não corrói. Obrigada mesmo!

“…mas os que esperam no Senhor, renovarão suas forças, subirão com asas como águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.” (Isaías 40:31)

Fiquem com Deus e até a próxima!

domingo, 11 de setembro de 2011

Evoluções e desculpas

 

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Oi gente tudo bem?

Por aqui estamos bem apesar do sumiço.

Sei que desapareci sem deixar notícias, mas é que esses últimos dias o trabalho esteve bem difícil, por vários dias entrei mais cedo e saí mais tarde para dar conta de todo o serviço.

Porém gostaria de me desculpar com todas vocês que entram todo dia no blog em busca de notícias da Sarah e não encontram post novos, desculpem-me, me sinto muito mal em deixar esse cantinho sem atualizações, vou me esforçar para isso não acontecer mais.

Mas vamos a parte boa do post que é falar das evoluções da pequena:

Nesses últimos dias sua evolução intelectual e motora estão bem evidentes. Ela deu um salto no desenvolvimento em todos os sentidos e aprendeu muitas coisas novas.

Agora senta com firmeza definitivamente e bem melhor do que antes de ficar doente, já consegue se equilibrar e voltar a posição sentada quando ameaça cair para os lados e para trás, aprendeu a sentar como sapinho (apoiada na frente com as mãozinhas), vai pra frente para pegar os brinquedinhos e debruça sobre as perninhas para morder os dedinhos do pé, uma gracinha!

Falando em pé ela aprendeu a morder o pé! Sério, ela ainda não sabia, faz poucos dias que ela aprendeu e agora quer morder o tempo todo, acho tão bonitinho…

Está olhando cada vez menos para a mãozinha e a gente percebeu que ela olha mais quando está nervosa ou com sono, fora isso olha muito menos e logo se distrai com outra coisa, agora ela pega os objetos igualmente com as duas mãos.

Aprendeu a fazer o movimento de chamar com a mãozinha, a gente acha que ela aprendeu porque minha mãe ficava ensinando ela a chamar o cachorro, agora ela abre e fecha os dedinhos, bem devagarinho mas está aprendendo.

Está olhando quando a gente chama, ela quase não olhava antes e agora está prestando muito mais atenção quando a gente conversa com ela ou chama.

Está dando risadinhas e gargalhadas lindas, está amando brincar conosco, ficamos horas brincando de cosquinha e ela dá risadinhas muito fofas.

Além das risadinhas está muito brincalhona e sorridente, quando chegamos do trabalho (eu, meu pai e o Diego) ela dá muitas risadas pra gente e agora está aprendendo a dar os bracinhos para pegarmos ela no colo, fico toda derretida…

Descobriu o mundo mágico da televisão, aprendeu a prestar atenção e agora está adorando assistir Patati e Patatá, Galinha Pintadinha e Xuxa Só Para Baixinhos, nesse fim de semana assistimos bastante e dançamos muito, ela adora dançar no colo da mamãe e eu adoro brincar com ela e perceber que ela está gostando e se divertindo.

Está numa fase de estranhar as pessoas que ela não vê sempre, não quer saber, abre o maior berreiro e só se acalma no meu colo, vou confessar, acho tão fofo a preferência dela por mim, não é ciúme, mas uma prova linda de que ela me reconhece, coisa de mãe biruta mesmo rs.

Hoje descobrimos que o canino esquerdo dela está nascendo, então imaginem a babação que está, fora que anda querendo morder a gente de qualquer jeito. Não teve febre, nem ficou tão enjoada como das outras vezes.

Está muito falante e cantante, anda emitindo muitos sonzinhos e tem hora que parece que ela está querendo responder quando a gente conversa com ela.

Como vocês podem ver ela evoluiu bastante nos últimos dias, o que nos deixa muito felizes e nos faz acreditar que seu desenvolvimento vai normalizar um dia.

Temos muito que agradecer a Deus pelas melhoras a olhos vistos que ele tem proporcionado a nossa pequena, só temos motivos para agradecer a esse Deus tão misericordioso.

Bom, por enquanto é só, em breve voltarei com mais novidades!!!

Beijos nossos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma matéria interessante

E achei interessante, li todinha.
Vi nela muito do que eu era no passado, antes de decidir ser mãe.
É isso mesmo, decidir, porque nem sempre eu tive esse desejo latente no meu coração.
Tá eu sempre me imaginei grávida, mesmo antes de casar, sempre achei grávidas lindas, mas o que me assustava era o bebê rsrsrsrs.
Eu tinha muitos medos e muitas ambições que em alguns momentos me impediam de pensar em ter filhos. Quando conheci e comecei a namorar o Diego o desejo explícito dele em ter filhos me assustava um pouco. Depois do casamento isso se tornou um assunto freqüente e muitas vezes eu fugia dele.
Por quê? Porque eu queria estudar, viajar me realizar financeira e profissionalmente e acreditava que um filho não me permitiria ser o que eu planejava para o meu futuro. Na época eu tinha muitas ambições e era muito sistemática com relação a elas, queria realizar tudo exatamente como eu sonhava, sem nenhum imprevisto no meio do caminho.
Consegui terminar a faculdade e sempre tive bons empregos, minha vida era relativamente bem estruturada e o medo de engravidar dominava aí de repente me vi as voltas com o Diabetes (descobri depois que casei) e tive mais medo ainda.
Como sou extremamente curiosa, pesquisei muito sobre maternidade em diabéticas e vi que não seria um impedimento, somente inspiraria maiores cuidados médicos.
Passaram-se cinco anos de casada até eu tomar coragem e decidir ser mãe.
Quando isso aconteceu?
Gradativamente... Comecei a ver o brilho no olhar das mães, comecei a prestar mais atenção nas crianças, comecei me imaginar grávida e mãe e um belo dia disse ao Diego: “Quero ter um bebê!”
A resposta dele foi: “Também quero muito, vamos começar a tentar então.”
Aí entrei de cabeça no mundo da maternidade, dos treinos, dos blogs de mamães e treinantes, conheci muita gente, aprendi muita coisa.
Tivemos a imensa sorte de conseguir nosso positivo no primeiro mês de tentativas e eu tinha muito medo de demorar muito tempo porque sou extremamente ansiosa e não sei esperar e eu li muitos relatos de mães que demoraram anos para engravidar, isso me assustava demais.
Nunca vou me esquecer do dia que vi a segunda listra naquele teste de farmácia. A alegria misturada com o medo do novo, o momento da notícia para o Diego (por email, não consegui esperar para dar a notícia em casa).
Minha vida mudou totalmente a partir daquele dia... Vocês sabem bem do que estou falando.
E hoje não sei como esperei tanto, tudo bem, não podia largar faculdade, trabalho e tudo mais para ser mãe, sei que esperei o tempo certo, mas agradeço a Deus por ter colocado esse desejo no meu coração porque ser mãe é maravilhoso.
Respeito a liberdade de cada um, porque Deus nos deu o livre arbítrio que permite que cada um tome as suas decisões de acordo com a sua vida, suas necessidades, enfim...
Mas quando vejo uma mulher falar com rancor que não quer passar noites sem dormir, que não quer abandonar as baladas, as viagens, eu me vejo um pouco nessas declarações e posso dizer como isso se torna insignificante diante de um filho.
Você deixa de sair todo final de semana, de gastar rios de dinheiro com coisas supérfluas (roupas, sapatos, bijuterias, maquiagem, salão de beleza) em nome do filho, deixa de dormir como antes e inúmeras outras coisas que deixa de fazer, mas digo com sinceridade: Nada disso faz falta!
Óbvio que de vez em quando sinto saudade de ir ao cinema, de jantar fora, de sair de casa sem sentir que estou deixando um pedaço do meu coração para trás, mas a alegria de passear e levar a Sarah junto supera tudo isso, amo de paixão sair com ela, me divertir com ela, ver aqueles olhinhos brilhando quando sai com a gente e vê as novidades ao seu redor.
Ser mãe não é fácil, é uma responsabilidade tremenda, é um ser que você coloca no mundo que não pediu pra nascer, então você é totalmente responsável por ele, pelo seu bem estar e desenvolvimento, então digo, não é tarefa fácil, mas é a coisa mais gratificante que já fiz em toda minha vida.
Não há mal humor que resista a uma gargalhada do seu filho, não há tristeza que resista ao toque daquela mãozinha pequenina no seu rosto, chefe, cansaço, trânsito, TPM, tudo some quando estamos ao lado dos nossos tesouros.
Não quero dizer que quem fez opção por não ter filhos seja errado, cada um tem a vida que escolheu e tem direito de fazer essa escolha, mas sei que nenhuma mãe de verdade se arrepende de ter um filho, conheço pessoas que engravidaram por acidente, ficaram chateadas no começo, mas hoje amam tanto os filhos que se arrepiam ao pensar que tiveram o desejo de abortar quando descobriram a gravidez.
Ser mãe é uma coisa tão surreal que é realmente difícil convencer alguém que seja cético em relação à maternidade, é difícil falar de sentimentos, de amor e de um amor tão diferente como o amor pelo filho.
Ver a barriga crescer...
Ver a imagem do teu filho no ultrassom...
Ouvir pela primeira vez o chorinho...
Cuidar, proteger, amar...
Nada disso me cansa!
Eu não enjôo de cuidar da minha filha, lógico que em alguns momentos ela me tira a paciência, não sou de ferro, principalmente quando ela passa o dia chorando ou quando não dorme a noite e eu preciso acordar cedo no outro dia para trabalhar, mas ver aquele serzinho que saiu do meu ventre crescer e se desenvolver sendo amado por todos é muito mais gratificante do que as noites vazias em que eu dormia mais, porém não tinha um sentido maior para viver.
Portanto se você está lendo esse post e tem dúvidas se quer ou não ser mãe, não as tenha, arrisque e volte aqui para me dizer que está vivendo tudo que eu disse e que não se arrepende por um só segundo, eu te garanto que vai ser a melhor e mais especial experiência da sua vida.
Um beijo a todos!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Sofrer com o sofrimento dos outros

É incrível como depois que nos tornamos mães as coisas mudam, os sentimentos mudam e a gente passa a se compadecer mais dos outros, a ser mais humana.

Ver uma mãe chorar a dor de um filho dói igual na gente porque imaginamos que poderia ser com o nosso e o coração se arrepia nessa hora e a única vontade que temos é de ajudar, de ser útil de alguma forma.

Tenho a prova disso através de todas as orações que temos recebido, de todo apoio e de toda compaixão e entrega que temos presenciado desde o descobrimento do West nas nossas vidas.

Muitas mães da blogosfera que nem me conhecem pessoalmente se colocaram a disposição para ajudar em qualquer coisa que precisemos, estão ao nosso lado e nos dão tanta força que fazem total diferença entre o meu desespero e a serenidade. Recebi ligações, emails e muitos comentários nos posts, realmente é comovente ver como as mães se compadecem das outras mães que sofrem.

Sinto isso toda vez que vou ao hospital das clínicas com a Sarah. O setor infantil de lá é doloroso demais, vemos crianças com TODOS os tipos de doenças imagináveis e inimagináveis, ficamos sabendo de casos tão complexos que nunca pensei que existissem.

Vejo provas diárias da força que a mulher adquire quando se torna mãe. Mulheres que abrem mão da sua vida para dedicar-se aos filhos que tem problemas graves. Mulheres que lutam até o fim pela vida dos seus rebentos. Vi casos de crianças com câncer que fazem quimioterapia, crianças em cadeiras de rodas que são totalmente felizes, crianças com deformidades físicas graves e que sorriem e brincam pelos corredores do hospital, crianças em estado vegetativo e acima de tudo vejo o amor das mães por elas.

O setor neurológico é um capítulo a parte... Chega a ser desolador.

Como as doenças cerebrais causam seqüelas terríveis... A gente vê de tudo lá, vê casos tão terríveis que ficamos com vergonha de reclamar dos nossos problemas.

Viver o que estou vivendo está sendo uma lição em muitos sentidos, mas principalmente em chorar com o irmão, sofrer com seu sofrimento e agir em nome das pessoas que precisam. Hoje sou plenamente capaz de fazer tudo que estiver ao meu alcance de ser humano por uma mãe que precise ou que esteja passando por uma situação difícil com seu filho.

A tristeza e os problemas sempre existirão em nossa vida, o que vai mandar é a nossa capacidade de aprender com as montanhas que tivermos que transpor.

Toda vez que eu me revoltar com uma coisa pequena, tenho certeza que a imagem daquelas mães que sofrem tanto vão me ajudar a ver uma saída muito mais facilmente.

Ver o sofrimento de um filho faz nosso coração sangrar, não há nada mais doloroso.

Todas as mães que sofrem e choram com os filhos no colo assim como Nossa Senhora das Dores chorou com seu filho Jesus no colo são a partir de agora presença constante nas minhas orações.

Obrigada a todas as mãezinhas que oram por nós, aquelas que fazem correntes de oração pela minha filha, que colocam seu nome nos livros de oração das suas igrejas, que lembram da gente quando estão fazendo seus pedidos ao Pai. Meu muito obrigada de coração e saibam que todas vocês habitam também minhas orações.

Um bju em todas!!

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